domingo, 30 de setembro de 2012

A General


"A General" é um filme americano de 1926, estrelado pelo famigerado "palhaço que não ri", Buster Keaton.

A obra mostra as façanhas de Johnny Gray, um maquinista, depois de ser rejeitado por sua amada, que não admitiria ficar com alguém que não lutasse pelo Sul na Guerra de Secessão.

A história realmente começa quando a amada de Gray, Annabelle, é sequestrada numa tentativa de ataque ao sul pelos estados do norte.

Podemos dividir o longa em duas partes: a primeira, onde acompanhamos a trajetória do maquinista ao tentar recuperar sua amada; e a segunda, que se baseia na volta do casal para avisar as autoridades do ataque do exército do norte.

Seja na hora de resgatar sua amada ou na hora de salvar o exército sulista, Keaton dá um show, misto de comédia e poesia, capaz de fascinar qualquer um.




Em breve o filme será disponibilizado para download.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

No Doubt - Push and Shove


No Doubt - Push and Shove (2012)


Welcome to the new age



Imagine Dragons é uma banda formada em 2008, são conterrâneos do The Killers, porém sua sonoridade é um tanto diferenciada.

“It’s time” e o primeiro single do primeiro álbum da banda  e foi lançado no início de 2012, single que o vocalista Dan Raynolds deu o seu parecer: “Eu escrevi 'It's Time' durante um período de transição em minha vida. Parecia que tudo iria errado. Eu estava tentando decidir o que eu queria fazer com a minha vida, tentando descobrir como levar a sério a música. Eu estava tomando decisões sobre quem eu era. Eu sou um cara muito jovem e eu ainda estou tentando descobrir a resposta para essas perguntas.”. Essa mesma música acabou sendo indicada para o prêmio de "Melhor Vídeo de Rock” no VMA desse ano, foi aí que a banda ganhou mais notoriedade ainda.




Por fim, o seu debut é o “Night Visions”, que chegou conquistando muitos fãs devido as variações sonoras desse trabalho. O indie rock com muitas pitadas de indie pop é o carro chefe desse álbum, em “Radioactive” temos alguns elementos do dubstep que chamam a atenção e deixam essa música ainda mais viciante. Com tudo isso, logo o debut alcançara o 1° lugar no iTunes dos EUA e o 2° no Canadá.

Em geral, esse trabalho merece uma atenção especial, letras muito bem formuladas, sintetizadores bem colocados e um vocal excelente. Imagine Dragons é uma banda que tem muito a crescer e conquistar ainda mais fãs ao redor do mundo.


Night Visions (2012)

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

E Os Hipopótamos Foram Cozidos Em Seus Tanques - O Tesouro Perdido Da Geração Beat


"E Os Hipopótamos..." é um livro escrito por dois grandes nomes da literatura: Jack Kerouac (autor do recém adaptado para o cinema "On The Road") e William S. Burroughs ("Almoço Nu"). Ambos os escritores também fizeram parte da chamada "Geração Beat", que foi um movimento literário da década de 50; formado por intelectuais liberais e espontâneos, o "beat" se caracterizou pela intensidade na escrita, linguagem informal e a desibinição de certos valores morais (muitos escritores, como, por exemplo, Burroughs, usavam e abusavam de drogas). 

A geração beat foi o berço de muitos outros movimentos, como o aclamado hippie e o impactante punk, além de ser uma grande influência das feministas e dos homossexuais, que tinham como seu objetivo a liberdade sexual, entre outras coisas.

O livro, escrito em 1945, é baseado numa história real, que ocorrera com dois amigos dos escritores, Lucien Carr e Dave Kammerer, é um romance baseado no crime que chocou Nova York: o assassinato de Kammerer por Carr.



Na obra, com cada capítulo escrito por um autor diferente, Kerouac é Myke Ryko, um marinheiro mercante, e Burroughs é Will Dennison, um barman. O enredo traz algumas mudanças quando comparado ao que de fato ocorreu, porém continua sendo bem fiel à realidade. Lucien Carr é Phillip Tourian, e Dave Kammerer é Ramsey Allen - ou Al.

Phillip é caracterizado como um jovem bonito, instável e impulsivo. Al, por sua vez, é uma "bicha velha" (termo utilizado no próprio livro) que persegue Tourian, sempre fazendo de tudo para que seu amado goste dele - o que nunca acontece.

A obra foca principalmente nas tentativas de Al de se aproximar de Phillip, e sua rejeição. Essa perseguição começa a ficar séria quando Ramsey diz ter sido beijado por Tourian, que nega completamente isto. Várias vezes Phillip diz diretamente que não quer nada com Al, quer vê-lo longe, e expulsa-o dos círculos sociais, entre outras coisas. Essas desfeitas, porém, não fazem parar as investidas e loucuras de Ramsey para fazer Tourian amá-lo, o que resulta, com uma pitada de álcool e insanidade, na sua morte.

Na trama, Dennison é sempre mais afastado, um tanto quanto misterioso, que julga como alguém de fora o que acontece. Ryko envolve-se muito mais com os personagens, e isto é algo inegável quando se lê a obra até o fim. Ambos os escritores têm suas características na narrativa, e estas são notáveis quando já se lera alguma de suas obras - e as recomendo.

O livro em si é pequeno, e deve-se entender que sua importância não é relacionada ao crime, mas sim o que este gerou: a própria geração beat. A personalidade do jovem que assassinara seu colega homossexual, seus valores, seus atos, conhecimentos e sua forma de pensar, isso sim foi a essência dessa famigerada casta de poetas e escritores.

domingo, 16 de setembro de 2012

The Vaccines [Come of Age]



Esse post é pra você, que depois de todo bafafá do lançamento, ainda não ouviu o tão esperado Come of Age. Lançado oficialmente em 3 de setembro, o CD já estreiou no topo das paradas britânicas*, sendo muito bem recebido pela crítica e aposto que muito bem por você também. Por isso que disponibilizamos esse download aqui no blog.


*Bem na hora da postagem, as colocações mudaram e não é pra menos: o novo álbum de The XX, Coexist segurou a primeiríssima colocação e Come of Age caiu pra 6º.


Com The Vaccines não existe aquela praga do segundo álbum não. Come of Age, bem como o nome indica, mostra uma banda em desenvolvimento, com músicas mais trabalhadas e fazendo um ótimo trabalho em se segurar no topo das paradas britânicas, vencendo até mesmo Beacon de TDCC. E não é pra menos. Com canções envolventes do começo ao fim, No Hope é a primeira delas, retratando o primeiro de vários conflitos existenciais do rapaz Justin Young. O disco segue com Teenage Icon, uma música bem ao estilinho rápido da banda, que também ganhou um video. All in Vein e Ghost Town vão recheando o álbum, e Bad Mood aumenta mesmo esse gás. Ao final, eis que surge a música mais envolvente: I Wish I Was A Girl, que empata com No Hope na categoria  "melhor conflito existencial que eu já ouvi" (e não para por aí não, entenda melhor a 'polêmica'dessa música no final do post). No mais, esse álbum mereceu mesmo a primeira colocação da parada britânica e meus sinceros e humildes elogios. Então baixa aí e conta pra gente o que você achou. E se você ainda não ouviu o primeiro álbum da banda, pega aqui!




Nota: [4.1/5]

*BÔNUS: A 'polêmica' da música I Wish I Was a Girl

Lá está você, ouvindo alegremente o Come of Age, quando a 10ª música começa a tocar. Justin Young falando tão bem das mulheres, e você pensando que ele QUER uma, até que chega o refrão: na verdade ele QUER SER uma. Em uma entrevista ao NME, o rapaz se explica: "Começa descrevendo a beleza de uma mulher, quando chega ao refrão, você percebe `eu não quero fod** ela, eu quero ser ela. Eu estava me perguntando se ser bonito torna a vida mais fácil. Tenho bastante certeza que não, mas é algo que estava explorando". E ovocalista acrescentou: "Diga o que quiser sobre minhas letras, mas sinto que fui muito corajoso neste álbum". Então, Sr. Young, por favor seja corajoso mais vezes pra fazer mais álbuns como o Come of Age!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Wild Nothing [Discografia]


Wild Nothing é uma das várias bandas de um homem só que vem surgindo atualmente, apostando no Dream Pop, Shoegaze ou qualquer outra tag que lhe cair bem. Entretanto, ao contrário do que tudo indica, Jack Tatum não é apenas um americano qualquer que gosta de combinar riffs e sintetizadores. Começando em 2009 e lançando seu primeiro álbum Gemini em 2010, o rapaz alcançou o 49º lugar na lista de melhores álbuns pelo Pitchfork Media e o 37º melhor álbum do ano de 2010 pelo Amazon.com Music Editors.E (ainda bem) que não para por aí não. Além de Gemini, Wild Nothing lançou recentemente em 28 de agosto desse ano, o álbum Nocturne, sua verdadeira obra-prima, ambos disponíveis para download aqui no blog.

Gemini (2010)

Com uma pegada meio The Cure e com uma pitada de The Drums, Gemini parece ir tentando se combinar. Ao longo do disco, os sintetizadores e sons esquisitos começam a fazer mais presença, denotando claramente uma vibe mais 'moderninha', mandando embora aos poucos a sensação megadeprê que a primeira música "Live In Dreams" passa. "My Angel Lonely" vai abrindo espaço para a melhor parte do disco, onde o estilo de Jack Tatum começa a se consolidar e mostrar por que ganhou bons lugares na lista de melhores álbuns de 2010. Apesar da gloriosa condecoração, Wild Nothing em seu primeiro momento deixa um gostinho de que pode melhorar, e sim, vai melhorar (e muito). 
Nota: [2.8/5]


Nocturne (2012)

Os 2 anos para lançar seu segundo álbum valeram MUITO a pena. Nocturne com certeza é uma obra prima do Dream Pop: o casamento perfeito entre riffs bacanas e sintetizadores simpáticos nos faz lembrar algo com a qualidade de Starfucker, a leveza de The Postal Service e a aparência de DIIV. Começando com Shadow, que é um dos hits, o disco só tem a melhorar: Midnight Song, Nocturne, Only Heather vão deixando o álbum mais dançante e amável. Como uma droga, o som alucinógeno de Nocturne nos vicia em um verdadeiro sonho, como manda o Dream Pop.

Nota: [4.5/5]

domingo, 9 de setembro de 2012

Nós Que Aqui Estamos, Por Vós Esperamos


"Nós Que Aqui Estamos, Por Vós Te Esperamos"  é um filme-memória do século XX, dirigido por Marcelo Masagão.

95% do longa é formado por imagens de arquivos, como filmes antigos, fotos e material televisivo. Não há locução ou depoimento oral, somente pequenas frases ou citações que acompanham as imagens.

O diretor não trata os assuntos cronologicamente, e sim pula na história, relacionando suas partes, sem nos deixar perdidos no enredo. 

Com muita sensibilidade, somos transportados a uma outra época, emocionando-nos com recortes biográficos de pequenos e grandes personagens que compõe grandes e pequenas histórias. 

E descobrimos, também, que é possível sentir falta de algo que nunca tivemos ou vivemos, é possível ficar com os olhos molhados por conta de algo que não afetou e nunca te afetará de forma alguma, entre outras coisas.

Passamos por guerras, invenções de diversas coisas - como, por exemplo, o carro, o telefone, quase sempre mostrando a vida de uma simples pessoa em meio à tudo isso.

O filme ganhou 17  prêmios nacionais e internacionais e ficou 8 meses em cartaz em São Paulo e Rio de Janeiro.


Nós Que Aqui Estamos, Por Vós Esperamos



sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Playlist - Indie Brazuca

Indiependência ou morte
Para celebrar o dia da independência do Brasil, o Short Ballad reuniu numa playlist alguns ótimos exemplos dos indies brazucas.

Bastante variada e para todos os gostos, como é a salada mista cultural típica deste país. Tem de tudo um pouco, mas será que esquecemos de alguma coisa?


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Sugarcult


Sugarcult é uma banda de rock californiana, que apesar do estilo mais pesado e uma atitude meio punk sempre figurou entre as bandas alternativas do cenário musical americano. Eles nunca se prenderam a um estilo musical específico e em seus 5 álbuns já lançados desde a formação em 1998 fizeram alguns experimentos que deram certo. Presença notável é a do contrabaixo, elemento essencial para dar um tom mais sério às composições elétricas do grupo.


O sucesso da banda começou após o lançamento do terceiro CD, Start Static. Com a popularidade de alguns singles como Pretty Girl e Stuck in America, eles já passaram a fazer turnês mais longas e atingir outras regiões, como nos show que fizeram com Green Day no Japão. A novidade do álbum em relação aos anteriores é que este apresentou uma sonoridade mais limpa e músicas mais pegajosas, quase como se fosse feito para atingir a massa, porém sem perder o DNA da banda.
Os próximos álbuns foram Palm Trees and Power Lines e Lights Out, que apesar de terem a mesma proposta de atingir o público com singles mainstream, não alavancaram tanto a carreira da banda, que continuou a fazer shows pelo território americano até entrar em hiatus em 2009 com a mesmo motivo de tantos outros grupos: para que os integrantes possam se dedicar na vida e a projetos pessoais. Sugarcult é uma banda com um vocal mediano e adequado às melodias, que apesar de não trazerem nenhuma novidade são cativantes. Quem sabe esse longo tempo afastados sirva para que ressurjam explorando melhor o talentos dos músicos californianos.


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Filme: Party Monster



Criatividade, desejo por atenção, inexistência de escrúpulos e maldade na veia, o filme “Party Monster”, lançado em 2003 no Festival de Cinema de Sundance ,é uma comédia dramática adaptada da auto-biografia “Disco Bloodbath” de James St. James. O filme trás atuações surpreendentes de Macaulay Culkin e Seth Green, nos papeis principais de dois produtores de festas de arromba.

A trilha sonora mostra bem as músicas das festas, por falar em música, Marilyn Manson atua no filme como “Christina” (o cara consegue roubar umas risadas!), o figurino é MUITO espalhafatoso, algo bem TRAVESTCHY mesmo, as picuinhas que os personagens vão apresentando, as vozes, os comentários maldosos, tudo é tão verdadeiro e terrivelmente hilário!


Michael (Culkin) e James (Green) mantem apenas um relacionamento fraterno, uma amizade pura, mas pecadora as vezes. Usam e abusam das outras pessoas e das drogas, o legal do filme é que além de dar dicas de como ser FABULOSO/A (segue dicas abaixo), ele conta a odisseia de um garoto do interior que queria ser famoso na Cidade que Nunca Dorme, o encontro com o já consagrado ‘Clubber’ James St. James e o trágico fim, como em todo bom romance.


É um filme pouco conhecido, talvez por ser uma história nada convencional e um tanto agressiva aos padrões puritanos e inocentes, mas é digno, é bom, na verdade, é um dos melhores filmes que eu já vi, não pelas atuações, não pelo figurino, não pela trilha sonora, pela fotografia, pela direção ou pelo roteiro, mas por ser uma história fria e amorosa ao mesmo tempo, por ser um filme e uma história sobre seres humanos urbanos.

DICAS PARA SER POPULAR NUMA FESTA CLUBBER by JAMES ST. JAMES

*****posicionamento na foto: fique na direita, por que quando impressa a foto, seu nome aparecerá primeiro na legenda, e esse é o único nome que as pessoas leem;
1-Nenhuma publicidade é ruim;
2- Quando algo é bonito automaticamente é verdadeiro;
3- Nunca termine um relacionamento em público;
4- Jamais seja visto bebendo algo que não seja Champagne;
5- Nunca use heroína (Christiane F. não sabia dessa, né? Rs);
6- Nunca use branco depois do Dia do Trabalho;

A ARTE DE DOMINAR O SALÃO
“Após fazer a sua grande entrada, pegue seu parceiro pela mão e dê uma volta pela festa. Sorria e cumprimente todos, mesmo sem conhecê-los. Especialmente se não os conhecer. Andem uma vez em direções opostas. Um no sentido horário e o outro no anti-horário. Diga a todos que perdeu seu amigo e como está desesperado para encontra-lo. Quando o encontrar, grite de alegria. Agora dê outra volta e diga a todos que nos encontramos. Depois vá embora. Isso vai demorar uma hora. Faça isso uma vez por noite durante um mês e será popular.”





domingo, 26 de agosto de 2012

Turista Espacial



Turista Espacial é uma comédia francesa de 1996, dirigida por Coline Serreau.

O longa mostra a vinda de Mila, uma extraterrestre de um planeta mega adiantado, e sua vinda à Terra, para tentar passar uma mensagem de harmonia com a natureza.

A obra começa com uma "reunião planetária", que, de tempos em tempos, envia alguns habitantes à outros planetas, para observá-los ou auxiliá-los em seus processos evolutivos.

Estranhamente, há 200 anos ninguém visita o planeta Terra. Até que, um dia, uma mulher, Mila, decide ir, por razões pessoais. Aterrisa em Paris, e estranha tudo e todos, o ar poluído, as comidas industrializadas, tudo bem diferente da realidade de seu mundo.

Tamanha é a evolução do planeta dela, que as pessoas chegaram num ponto onde vivem em total e completa harmonia com a natureza. Um estilo de vida a la J. J. Rousseau. Tanto que consideram a era industrial, onde estava nosso planeta, algo característico de uma sociedade atrasada.

Na Terra, a alienígena conhece um médico, Max, que depois de ser "desconectado" por ela, a abriga e ajuda em diversas coisas. Também temos Macha, que trabalhava com Max, Sonia, sua irmã, e um bebê adotado por elas.

O filme aborda, de forma criativa e engraçada, temas como a sustentabilidade, humanismo, ecologia, pacifismo, consumismo, entre outros. Encantador e divertido, uma comédia que também faz pensar.


Turista Espacial (1996)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Playlist - Trilha Sonora de Séries


Continuando no mundo das trilhas sonoras, o Short Ballad preparou uma playlist com 17 músicas de algumas séries da atualidade.




Aqui estão as músicas e suas respectivas séries:
The Killers - Mr Brightside (The Oc)
Kasabian - Underdog (Misfits)
Florence and the Machine - You’ve Got The Love (Misfits)
Pete & The Pirates - Blood Gets Thin (American Horror Story)
PowerSolo - Baby, You Ain't Looking Right (American Horror Story)
Foals - Hummer (Skins)
You Love Her Coz She's Dead - Superheroes (Skins)
Foster The People - Pumped Up Kicks  (Preety Little Liars)
Metric – Sick Muse (The Vampire Diaries)
Ida Maria - Bad Karma (Gossip Girl)
The Black Keys - Howlin’ For You (Once Upon a Time)
Amy Winehouse - Rehab (CSI: Miami) 
CSS - You Could Have It All (Gossip Girl)
The Naked and Famous – The Sun (The Secret Circle)
The Kills – DNA (The Secret Circle)
The xx - Stars (Misfits)
Beach Fossils - Daydream  (Revenge)
MGMT - Kids (Fringe)

Você também pode baixar a nossa playlist.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Alt- j (∆)


Alt-J é a banda nerd mais comentada do ano, o disco debut An Awesome Wave lançado há pouco já é considerado um dos melhores discos de 2012. São 13 faixas que ora dentro de sua própria simplicidade, ora embalada pelos sintetizadores, acabam por cativar qualquer um em sua primeira audição. Difícil não gostar logo de cara. 


A banda começou na universidade no ano de 2007, mas só agora eles conseguiram lançar algo concreto. O nome Alt-J veio do comando para computadores Mac ‘Alt+J’ que resulta no delta (∆). O delta se tornou o símbolo da banda pelo significado que ele possui na matemática, um símbolo que representa mudanças. Hoje eles fazem pouca (se não nenhuma) questão de mostrar seus rostos nas fotografias da banda, e quando questionados sobre o estilo musical que tocam dizem ser algo como um folk, mas preferem afirmar mesmo que tocam um novo estilo. Dispensam rótulos e forçam os fãs a prestarem atenção no que produzem e não no que são.

An Awesome Wave é um disco inteligente que equilibra diferentes ritmos com letras bem construídas. Toda a qualidade instrumental foi muito bem aproveitada e distribuída em faixas cativantes e deliciosas. Breezeblocks é uma música que representa bem todo o disco, impossível não entrar na atmosfera de um provável desamor e cantarolar: please don’t go please don’t go, I love so, I love so junto com o Joe Newman (voz/guitarra).

Clipe da música citada:




Alt-J (∆) -An Awesome Wave (2012)

terça-feira, 21 de agosto de 2012

The xx - Coexist


No começo do dia 21 de agosto de 2012, tivemos uma boa notícia no inicio dessa madrugada: Coexist, o segundo álbum dos ingleses do The xx acabara de vazar.
O lançamento era previsto para o dia 11 de setembro, mas nesse “mondo muderno” as informações correm muito rápido, e com esse maravilhoso álbum não foi diferente.

São onze canções perfeitas, que não fogem muito daquilo que acompanhamos em seu primeiro trabalho. A serenidade e calmaria das vozes são as mesmas.

O álbum está perfeito, cabe aos fãs decidir quais são as melhores músicas, e as nem tão boas assim. Escute com carinho: Fiction, Chained, Reunion, e Swept Away.

Coexist (2012) - The xx
Download

(texto: Ketlen Kozeczen)

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Remi Nicole

Você já deve ter ouvido essa cantora e compositora na trilha sonora de comédias românticas adolescentes, como Easy A, ou em playlists de canções inglesas. Mas nem só de Go Mr. Sunshine ou Cupid Shoot Me é feita a música de Remi Nicole, embora esses singles demonstrem o estilo e o talento da moça de 27 anos.


Sua carreira artística começou nos palcos, ela atuou em algumas peças até 2007, quando lançou suas primeiras músicas nas rádios. Go Mr. Sunshine conquistou o público britânico e no final do ano o CD My Conscience and I já estava nas lojas. O segundo álbum de Remi Nicole é Cupid Shoot Me e foi lançado em 2009. 

A cantora chamou atenção dos holofotes da mídia pela sua estreita relação com a polêmica, mas igualmente talentosa Amy Winehouse. As semelhanças, porém param por aí. A vida de Remi é muito menos conturbada e seu estilo mais popular. O som é indiscutivelmente um indie folk, mas também leva umas pincelas de reggae e, embora ela não goste de admitir, do pop. A voz infantil e agradável da cantora se adéqua às diferentes canções, que vão desde baladas sentimentais até melodias animadas em que Remi faz suas queixas sobre garotos e a indústria musical.


My Conscience and I (2007)

Cupid Shoot Me (2009)

domingo, 19 de agosto de 2012

Playlist - Trilha Sonora de filmes


A Trilha Sonora é um componente importantíssimo no cinema, tão importante que às vezes se torna mais marcante do que o próprio filme. E aqui vão 12 faixas que fizeram parte da Trilha Sonora Original de alguns filmes da atualidade. Vocês conseguem identificar da onde tiramos cada uma? 

sábado, 18 de agosto de 2012

Panis et Corrupciones



 "Como é difícil acordar calado, se na calada da noite eu me dano. Quero lançar um grito desumano que é uma maneira de ser escutado ... gata me liga mais tarde tem balada quero curtir você na madrugada, dançar, pular que hoje vai rolar ..."

 O que mudou?

 O sentimento mudou, a época, o contexto, a política, democracia!
 Você já parou pra comparar o conteúdo musical de pelo menos 20 anos atrás com os tempos atuais?

 É inevitável não pensar na incrível transformação que não somente a música passou mas todo o seu contexto. A música no Brasil passou por uma verdadeira revolução, lutando para que o povo tivesse ampla liberdade de expor a sua opinião de uma forma firme, sem censura e muito menos repressão. A ignorância que reinava na nossa nação foi em partes destruída logo após a saída dos militares do governo brasileiro. Ok, isso todos nós sabemos, até porque faz parte do componente curricular a ser estudado nas aulas de história, mas ... já reparou que mesmo o país naquela época estando num tremendo conflito, as pessoas sabiam reivindicar se reuniam em protestos kilometricos, unidos pelo bem comum? Toda aquela força, um sentimento convicto de que a situação logo seria invertida, aliadas ao orgulho de pertencer a esta nação mesmo tendo como governantes, pessoas que reprimiam os sentimentos mais nobres do povo brasileiro. Incrível que logo após a conquista desses verdadeiros brasileiros tudo se esfriasse, se solidificasse em puro conformismo.

 Entre protestos de estudantes tais como os caras-pintadas e um grande estardalhaço nas ruas,você sabe a forma de protesto que os então ditadores mais se incomodavam? A música.

 A música é a forma mais pura e poética de retratar a indignação do povo mediante a um sistema que contraria todas as necessidades de que a sociedade anseia. O mais interessante em notar de diferente daquela época com os dias atuais era o verdadeiro empenho; a crítica aguçada, a opinião formada e o acompanhamento das questões que são tidas atualmente como chatas mas que são de fundamental importância, compreensão, entendimento de todos nós. Os anos serviram para nos lembrar de que tudo o que poderia ser feito foi feito e que lutar agora já não adianta mais nada. Uma verdadeira ignorância e acomodação. O cenário político brasileiro se tornou cada vez mais corrupto.

 Acompanhamos nos meios de comunicação os escândalos, como o do mensalão, simplesmente a maior crise política sofrida pelo governo do ex presidente do brasil. E ao invés de lutarmos, reclamamos pela novela que parece que nunca vai começar.

 Consequentemente a música mais tocada consiste em reclamações dilaceradas em relação a conflitos amorosos e ilusões que todos nós sabemos que vamos passar um dia, elas reforçam a tristeza que se não passamos, ainda vamos passar. Ou ainda a questões fúteis, banais e que discriminalizam o papel de uma determinada pessoa na sociedade.Dentre tudo isso uma coisa é certa: Somos roubados todos os dias e os malandros da estação central, riem e enfiam em suas belas cuecas de marca o nosso tão suado dinheiro ao ritmo do bom e aclamado tchê tchê re re tchê tchê.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Um Crime Americano




Imagina que você esta triste, estressada, sobrecarregada, sem dinheiro, com seis ou sete filhos para alimentar e criar, sozinha, doente, abandonada. Sua vida é um inferno, você tem que educar seus filhos e fazer justiça com as próprias mãos, certo? E você, como toda pessoa religiosa, acredita nas boas ações e se dispõe a cuidar de duas meninas, cujos pais trabalham no circo e viajam muito, tudo isso por 20 dollares a semana. Mas e se o cheque atrasasse? Seria seu direito bater nas duas meninas do casal, uma de quinze e outra de dezesseis anos, certo? Essa é a ideia que Gertrude Baniszewski, uma dona de casa separada de Indiana, nos EUA, em 1965 achava certo fazer.

Essa é uma história real, retratada no filme “Um crime americano” de 2007, com Ellen Page e Catherine Keener, dirigido por Tommy O’Haver. O filme começa calmo, idealístico, fala de felicidade que as duas irmãs viviam e de como para elas essa vida era perfeita, mostra como os pais as viam como problemas e de que a solução estava numa mulher separada e bondosa que cuidaria das suas filhas. Para quem conhece a história do crime, a película começa um tanto enrolada, demora demais para acontecer algo, por um lado isso é bom, para podermos comparar a mudança comportamental que a família Baniszewski desenvolve.



A história é absurda, cruel, desumana, acho que ninguém consegue ver o filme, sem ter vontade de queimar viva Gertrude e alguns de seus filhos. É um filme “forte”, mas não chega aos pés da verdadeira história. Uma das cenas mais dolorosas, é quando a matriarca, cega pela crença de que Sylvia espalhou boatos sobre as suas filhas e que a garota manteve relações com vários meninos, ela manda que Sylvia penetre uma garrafa de vidro de coca cola no canal vaginal da garota.

Além de ser presa, mal alimentada, espancada, queimada com cigarro e marcada na pele, com uma agulha quente as seguintes palavras:” sou uma puta e me orgulho disso.”, ela sofre isso de seus “iguais”, crianças da vizinhança que brincavam com ela. Tudo isso, ao som das bandas dos anos sessenta mais amáveis, em nenhum momento eu percebi alguma música mais agressiva, parece que a trilha sonora tenta manter a aparência da pacata e moral vizinhança americana.


Ela colheu as irmãs Likens, e por desvio moral, instabilidade psicológica ou simples crueldade, ela agrediu e estimulou que seus filhos e algumas crianças da vizinhança agredissem verbalmente, psicologicamente e fisicamente Sylvia Linkens de dezesseis anos durante dois, dos quatro meses que elas ficaram instaladas na velha casa de estilo vitoriano.

Quando questionados o por quê as crianças agrediram Sylvia, todas elas respondiam “não sei”. A ignorância ausenta a culpa? A idade ausenta a culpa? A instabilidade, a pressão, o estresse, a insanidade ausentam a culpa? E a crueldade?

É sobre isso que o filme “Um Crime Americano” fala, além de contar a história com os depoimentos copiados a risca do tribunal, o filme retrata a vida, ou melhor, a destruição da vida e da dignidade das irmãs. O final do filme, trás o destino de alguns dos personagens, a pena cumprida, o que fizeram de sua vida depois da cadeia. A dúvida que fica quando o filme acaba é: todos recebem o que merecem?

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Parte2
Parte3
Parte4

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Legenda

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Lights


Esqueça esse novo pop com cara de eletrônico que circula por aí com Lady Gaga, Britney Spears e Cia, lembre-se de um pop com sintetizadores mais suaves, como se fossem algumas músicas do Owl City, coloque um pouco de dubstep em algumas músicas e teremos: Lights.

Essa linda canadense de vinte e cinco anos de idade se chama Valerie Poxleitner e começou a sua caminhada na música com uma guitarra, aos onze anos de idade, Lights aprendeu alguns acordes e começou a compor algumas músicas.

Seu primeiro álbum, The Listening que foi lançado em 2009 é muito mais suave, com tons de synthpop e new wave. Siberia saiu em 2011 e mostra uma evolução sonora formidável para essa jovem cantora. Lights conseguiu unir nesse trabalho muitas sonoridades diferentes, como o dubstep e vários outros elementos eletrônicos.

E é tudo isso que Valerie tem para nos mostrar. O que nos resta, é aguardar os próximos lançamentos e turnês. Esperamos que ela continue com essa formidável evolução sonora.

        

The Listening (2009)
Siberia (2011)
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