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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Um Crime Americano




Imagina que você esta triste, estressada, sobrecarregada, sem dinheiro, com seis ou sete filhos para alimentar e criar, sozinha, doente, abandonada. Sua vida é um inferno, você tem que educar seus filhos e fazer justiça com as próprias mãos, certo? E você, como toda pessoa religiosa, acredita nas boas ações e se dispõe a cuidar de duas meninas, cujos pais trabalham no circo e viajam muito, tudo isso por 20 dollares a semana. Mas e se o cheque atrasasse? Seria seu direito bater nas duas meninas do casal, uma de quinze e outra de dezesseis anos, certo? Essa é a ideia que Gertrude Baniszewski, uma dona de casa separada de Indiana, nos EUA, em 1965 achava certo fazer.

Essa é uma história real, retratada no filme “Um crime americano” de 2007, com Ellen Page e Catherine Keener, dirigido por Tommy O’Haver. O filme começa calmo, idealístico, fala de felicidade que as duas irmãs viviam e de como para elas essa vida era perfeita, mostra como os pais as viam como problemas e de que a solução estava numa mulher separada e bondosa que cuidaria das suas filhas. Para quem conhece a história do crime, a película começa um tanto enrolada, demora demais para acontecer algo, por um lado isso é bom, para podermos comparar a mudança comportamental que a família Baniszewski desenvolve.



A história é absurda, cruel, desumana, acho que ninguém consegue ver o filme, sem ter vontade de queimar viva Gertrude e alguns de seus filhos. É um filme “forte”, mas não chega aos pés da verdadeira história. Uma das cenas mais dolorosas, é quando a matriarca, cega pela crença de que Sylvia espalhou boatos sobre as suas filhas e que a garota manteve relações com vários meninos, ela manda que Sylvia penetre uma garrafa de vidro de coca cola no canal vaginal da garota.

Além de ser presa, mal alimentada, espancada, queimada com cigarro e marcada na pele, com uma agulha quente as seguintes palavras:” sou uma puta e me orgulho disso.”, ela sofre isso de seus “iguais”, crianças da vizinhança que brincavam com ela. Tudo isso, ao som das bandas dos anos sessenta mais amáveis, em nenhum momento eu percebi alguma música mais agressiva, parece que a trilha sonora tenta manter a aparência da pacata e moral vizinhança americana.


Ela colheu as irmãs Likens, e por desvio moral, instabilidade psicológica ou simples crueldade, ela agrediu e estimulou que seus filhos e algumas crianças da vizinhança agredissem verbalmente, psicologicamente e fisicamente Sylvia Linkens de dezesseis anos durante dois, dos quatro meses que elas ficaram instaladas na velha casa de estilo vitoriano.

Quando questionados o por quê as crianças agrediram Sylvia, todas elas respondiam “não sei”. A ignorância ausenta a culpa? A idade ausenta a culpa? A instabilidade, a pressão, o estresse, a insanidade ausentam a culpa? E a crueldade?

É sobre isso que o filme “Um Crime Americano” fala, além de contar a história com os depoimentos copiados a risca do tribunal, o filme retrata a vida, ou melhor, a destruição da vida e da dignidade das irmãs. O final do filme, trás o destino de alguns dos personagens, a pena cumprida, o que fizeram de sua vida depois da cadeia. A dúvida que fica quando o filme acaba é: todos recebem o que merecem?

Links para download .rar:
Parte1
Parte2
Parte3
Parte4

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Legenda

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Dum Dum Girls




Em 2008 era apenas uma banda para uma garota. Kristen Gundread, mais conhecida como Dee Dee, criou um projeto solo para lançar suas composições e seu talento como cantora. Os primeiros singles datam de 2009, assim como o primeiro EP, Yours Alone. Chamando atenção da mídia e das gravadoras, Dee Dee se juntou com outras 3 garotas para firmar a clássica formação de um quarteto feminino (seguindo a linha do The Runaways, primeira banda de rock exclusivamente feminina).


Em 2010 foi lançado o primeiro disco da banda: I Will Be. O álbum foi produzido com a mão de Richard Gottehrer, famoso pela produção musical de bandas como Blondie, The Go-Go’s e The Raveonettes. A capa do álbum é uma homenagem à mãe de Dee Dee, que morrera de câncer no mesmo ano.


O single He Gets Me High foi produzido em 2011 pela gravadora Sub Pop e conta com um incrível cover do The Smiths na música There’s a Light That Never Goes Out. Esse trabalho levou ao lançamento de outro álbum: Only in Dreams.


O quarteto californiano utiliza poucos efeitos nas músicas, abusando do lo-fi e do hype-rock. Sem sintetizadores e efeitos de gravação, a Dum Dum Girls se firmou como um garage rock moderno. Essa banda feminina tem mais atitude e estilo que muitos homens metidos a rocker bad-ass por aí.


Deixamos então a dica do vídeo-clipe da música Jail La La. Também recomendamos as faixas Bahng Bahng, I’m a Burnout e Bedroom Eyes. Esperamos que gostem :}


Você pode encontrar os álbuns de estúdio e alguns dos EP’s da Dum Dum Girls aqui (somente os que foram citados no texto).
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