quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Filme: Party Monster



Criatividade, desejo por atenção, inexistência de escrúpulos e maldade na veia, o filme “Party Monster”, lançado em 2003 no Festival de Cinema de Sundance ,é uma comédia dramática adaptada da auto-biografia “Disco Bloodbath” de James St. James. O filme trás atuações surpreendentes de Macaulay Culkin e Seth Green, nos papeis principais de dois produtores de festas de arromba.

A trilha sonora mostra bem as músicas das festas, por falar em música, Marilyn Manson atua no filme como “Christina” (o cara consegue roubar umas risadas!), o figurino é MUITO espalhafatoso, algo bem TRAVESTCHY mesmo, as picuinhas que os personagens vão apresentando, as vozes, os comentários maldosos, tudo é tão verdadeiro e terrivelmente hilário!


Michael (Culkin) e James (Green) mantem apenas um relacionamento fraterno, uma amizade pura, mas pecadora as vezes. Usam e abusam das outras pessoas e das drogas, o legal do filme é que além de dar dicas de como ser FABULOSO/A (segue dicas abaixo), ele conta a odisseia de um garoto do interior que queria ser famoso na Cidade que Nunca Dorme, o encontro com o já consagrado ‘Clubber’ James St. James e o trágico fim, como em todo bom romance.


É um filme pouco conhecido, talvez por ser uma história nada convencional e um tanto agressiva aos padrões puritanos e inocentes, mas é digno, é bom, na verdade, é um dos melhores filmes que eu já vi, não pelas atuações, não pelo figurino, não pela trilha sonora, pela fotografia, pela direção ou pelo roteiro, mas por ser uma história fria e amorosa ao mesmo tempo, por ser um filme e uma história sobre seres humanos urbanos.

DICAS PARA SER POPULAR NUMA FESTA CLUBBER by JAMES ST. JAMES

*****posicionamento na foto: fique na direita, por que quando impressa a foto, seu nome aparecerá primeiro na legenda, e esse é o único nome que as pessoas leem;
1-Nenhuma publicidade é ruim;
2- Quando algo é bonito automaticamente é verdadeiro;
3- Nunca termine um relacionamento em público;
4- Jamais seja visto bebendo algo que não seja Champagne;
5- Nunca use heroína (Christiane F. não sabia dessa, né? Rs);
6- Nunca use branco depois do Dia do Trabalho;

A ARTE DE DOMINAR O SALÃO
“Após fazer a sua grande entrada, pegue seu parceiro pela mão e dê uma volta pela festa. Sorria e cumprimente todos, mesmo sem conhecê-los. Especialmente se não os conhecer. Andem uma vez em direções opostas. Um no sentido horário e o outro no anti-horário. Diga a todos que perdeu seu amigo e como está desesperado para encontra-lo. Quando o encontrar, grite de alegria. Agora dê outra volta e diga a todos que nos encontramos. Depois vá embora. Isso vai demorar uma hora. Faça isso uma vez por noite durante um mês e será popular.”





domingo, 26 de agosto de 2012

Turista Espacial



Turista Espacial é uma comédia francesa de 1996, dirigida por Coline Serreau.

O longa mostra a vinda de Mila, uma extraterrestre de um planeta mega adiantado, e sua vinda à Terra, para tentar passar uma mensagem de harmonia com a natureza.

A obra começa com uma "reunião planetária", que, de tempos em tempos, envia alguns habitantes à outros planetas, para observá-los ou auxiliá-los em seus processos evolutivos.

Estranhamente, há 200 anos ninguém visita o planeta Terra. Até que, um dia, uma mulher, Mila, decide ir, por razões pessoais. Aterrisa em Paris, e estranha tudo e todos, o ar poluído, as comidas industrializadas, tudo bem diferente da realidade de seu mundo.

Tamanha é a evolução do planeta dela, que as pessoas chegaram num ponto onde vivem em total e completa harmonia com a natureza. Um estilo de vida a la J. J. Rousseau. Tanto que consideram a era industrial, onde estava nosso planeta, algo característico de uma sociedade atrasada.

Na Terra, a alienígena conhece um médico, Max, que depois de ser "desconectado" por ela, a abriga e ajuda em diversas coisas. Também temos Macha, que trabalhava com Max, Sonia, sua irmã, e um bebê adotado por elas.

O filme aborda, de forma criativa e engraçada, temas como a sustentabilidade, humanismo, ecologia, pacifismo, consumismo, entre outros. Encantador e divertido, uma comédia que também faz pensar.


Turista Espacial (1996)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Playlist - Trilha Sonora de Séries


Continuando no mundo das trilhas sonoras, o Short Ballad preparou uma playlist com 17 músicas de algumas séries da atualidade.




Aqui estão as músicas e suas respectivas séries:
The Killers - Mr Brightside (The Oc)
Kasabian - Underdog (Misfits)
Florence and the Machine - You’ve Got The Love (Misfits)
Pete & The Pirates - Blood Gets Thin (American Horror Story)
PowerSolo - Baby, You Ain't Looking Right (American Horror Story)
Foals - Hummer (Skins)
You Love Her Coz She's Dead - Superheroes (Skins)
Foster The People - Pumped Up Kicks  (Preety Little Liars)
Metric – Sick Muse (The Vampire Diaries)
Ida Maria - Bad Karma (Gossip Girl)
The Black Keys - Howlin’ For You (Once Upon a Time)
Amy Winehouse - Rehab (CSI: Miami) 
CSS - You Could Have It All (Gossip Girl)
The Naked and Famous – The Sun (The Secret Circle)
The Kills – DNA (The Secret Circle)
The xx - Stars (Misfits)
Beach Fossils - Daydream  (Revenge)
MGMT - Kids (Fringe)

Você também pode baixar a nossa playlist.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Alt- j (∆)


Alt-J é a banda nerd mais comentada do ano, o disco debut An Awesome Wave lançado há pouco já é considerado um dos melhores discos de 2012. São 13 faixas que ora dentro de sua própria simplicidade, ora embalada pelos sintetizadores, acabam por cativar qualquer um em sua primeira audição. Difícil não gostar logo de cara. 


A banda começou na universidade no ano de 2007, mas só agora eles conseguiram lançar algo concreto. O nome Alt-J veio do comando para computadores Mac ‘Alt+J’ que resulta no delta (∆). O delta se tornou o símbolo da banda pelo significado que ele possui na matemática, um símbolo que representa mudanças. Hoje eles fazem pouca (se não nenhuma) questão de mostrar seus rostos nas fotografias da banda, e quando questionados sobre o estilo musical que tocam dizem ser algo como um folk, mas preferem afirmar mesmo que tocam um novo estilo. Dispensam rótulos e forçam os fãs a prestarem atenção no que produzem e não no que são.

An Awesome Wave é um disco inteligente que equilibra diferentes ritmos com letras bem construídas. Toda a qualidade instrumental foi muito bem aproveitada e distribuída em faixas cativantes e deliciosas. Breezeblocks é uma música que representa bem todo o disco, impossível não entrar na atmosfera de um provável desamor e cantarolar: please don’t go please don’t go, I love so, I love so junto com o Joe Newman (voz/guitarra).

Clipe da música citada:




Alt-J (∆) -An Awesome Wave (2012)

terça-feira, 21 de agosto de 2012

The xx - Coexist


No começo do dia 21 de agosto de 2012, tivemos uma boa notícia no inicio dessa madrugada: Coexist, o segundo álbum dos ingleses do The xx acabara de vazar.
O lançamento era previsto para o dia 11 de setembro, mas nesse “mondo muderno” as informações correm muito rápido, e com esse maravilhoso álbum não foi diferente.

São onze canções perfeitas, que não fogem muito daquilo que acompanhamos em seu primeiro trabalho. A serenidade e calmaria das vozes são as mesmas.

O álbum está perfeito, cabe aos fãs decidir quais são as melhores músicas, e as nem tão boas assim. Escute com carinho: Fiction, Chained, Reunion, e Swept Away.

Coexist (2012) - The xx
Download

(texto: Ketlen Kozeczen)

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Remi Nicole

Você já deve ter ouvido essa cantora e compositora na trilha sonora de comédias românticas adolescentes, como Easy A, ou em playlists de canções inglesas. Mas nem só de Go Mr. Sunshine ou Cupid Shoot Me é feita a música de Remi Nicole, embora esses singles demonstrem o estilo e o talento da moça de 27 anos.


Sua carreira artística começou nos palcos, ela atuou em algumas peças até 2007, quando lançou suas primeiras músicas nas rádios. Go Mr. Sunshine conquistou o público britânico e no final do ano o CD My Conscience and I já estava nas lojas. O segundo álbum de Remi Nicole é Cupid Shoot Me e foi lançado em 2009. 

A cantora chamou atenção dos holofotes da mídia pela sua estreita relação com a polêmica, mas igualmente talentosa Amy Winehouse. As semelhanças, porém param por aí. A vida de Remi é muito menos conturbada e seu estilo mais popular. O som é indiscutivelmente um indie folk, mas também leva umas pincelas de reggae e, embora ela não goste de admitir, do pop. A voz infantil e agradável da cantora se adéqua às diferentes canções, que vão desde baladas sentimentais até melodias animadas em que Remi faz suas queixas sobre garotos e a indústria musical.


My Conscience and I (2007)

Cupid Shoot Me (2009)

domingo, 19 de agosto de 2012

Playlist - Trilha Sonora de filmes


A Trilha Sonora é um componente importantíssimo no cinema, tão importante que às vezes se torna mais marcante do que o próprio filme. E aqui vão 12 faixas que fizeram parte da Trilha Sonora Original de alguns filmes da atualidade. Vocês conseguem identificar da onde tiramos cada uma? 

sábado, 18 de agosto de 2012

Panis et Corrupciones



 "Como é difícil acordar calado, se na calada da noite eu me dano. Quero lançar um grito desumano que é uma maneira de ser escutado ... gata me liga mais tarde tem balada quero curtir você na madrugada, dançar, pular que hoje vai rolar ..."

 O que mudou?

 O sentimento mudou, a época, o contexto, a política, democracia!
 Você já parou pra comparar o conteúdo musical de pelo menos 20 anos atrás com os tempos atuais?

 É inevitável não pensar na incrível transformação que não somente a música passou mas todo o seu contexto. A música no Brasil passou por uma verdadeira revolução, lutando para que o povo tivesse ampla liberdade de expor a sua opinião de uma forma firme, sem censura e muito menos repressão. A ignorância que reinava na nossa nação foi em partes destruída logo após a saída dos militares do governo brasileiro. Ok, isso todos nós sabemos, até porque faz parte do componente curricular a ser estudado nas aulas de história, mas ... já reparou que mesmo o país naquela época estando num tremendo conflito, as pessoas sabiam reivindicar se reuniam em protestos kilometricos, unidos pelo bem comum? Toda aquela força, um sentimento convicto de que a situação logo seria invertida, aliadas ao orgulho de pertencer a esta nação mesmo tendo como governantes, pessoas que reprimiam os sentimentos mais nobres do povo brasileiro. Incrível que logo após a conquista desses verdadeiros brasileiros tudo se esfriasse, se solidificasse em puro conformismo.

 Entre protestos de estudantes tais como os caras-pintadas e um grande estardalhaço nas ruas,você sabe a forma de protesto que os então ditadores mais se incomodavam? A música.

 A música é a forma mais pura e poética de retratar a indignação do povo mediante a um sistema que contraria todas as necessidades de que a sociedade anseia. O mais interessante em notar de diferente daquela época com os dias atuais era o verdadeiro empenho; a crítica aguçada, a opinião formada e o acompanhamento das questões que são tidas atualmente como chatas mas que são de fundamental importância, compreensão, entendimento de todos nós. Os anos serviram para nos lembrar de que tudo o que poderia ser feito foi feito e que lutar agora já não adianta mais nada. Uma verdadeira ignorância e acomodação. O cenário político brasileiro se tornou cada vez mais corrupto.

 Acompanhamos nos meios de comunicação os escândalos, como o do mensalão, simplesmente a maior crise política sofrida pelo governo do ex presidente do brasil. E ao invés de lutarmos, reclamamos pela novela que parece que nunca vai começar.

 Consequentemente a música mais tocada consiste em reclamações dilaceradas em relação a conflitos amorosos e ilusões que todos nós sabemos que vamos passar um dia, elas reforçam a tristeza que se não passamos, ainda vamos passar. Ou ainda a questões fúteis, banais e que discriminalizam o papel de uma determinada pessoa na sociedade.Dentre tudo isso uma coisa é certa: Somos roubados todos os dias e os malandros da estação central, riem e enfiam em suas belas cuecas de marca o nosso tão suado dinheiro ao ritmo do bom e aclamado tchê tchê re re tchê tchê.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Um Crime Americano




Imagina que você esta triste, estressada, sobrecarregada, sem dinheiro, com seis ou sete filhos para alimentar e criar, sozinha, doente, abandonada. Sua vida é um inferno, você tem que educar seus filhos e fazer justiça com as próprias mãos, certo? E você, como toda pessoa religiosa, acredita nas boas ações e se dispõe a cuidar de duas meninas, cujos pais trabalham no circo e viajam muito, tudo isso por 20 dollares a semana. Mas e se o cheque atrasasse? Seria seu direito bater nas duas meninas do casal, uma de quinze e outra de dezesseis anos, certo? Essa é a ideia que Gertrude Baniszewski, uma dona de casa separada de Indiana, nos EUA, em 1965 achava certo fazer.

Essa é uma história real, retratada no filme “Um crime americano” de 2007, com Ellen Page e Catherine Keener, dirigido por Tommy O’Haver. O filme começa calmo, idealístico, fala de felicidade que as duas irmãs viviam e de como para elas essa vida era perfeita, mostra como os pais as viam como problemas e de que a solução estava numa mulher separada e bondosa que cuidaria das suas filhas. Para quem conhece a história do crime, a película começa um tanto enrolada, demora demais para acontecer algo, por um lado isso é bom, para podermos comparar a mudança comportamental que a família Baniszewski desenvolve.



A história é absurda, cruel, desumana, acho que ninguém consegue ver o filme, sem ter vontade de queimar viva Gertrude e alguns de seus filhos. É um filme “forte”, mas não chega aos pés da verdadeira história. Uma das cenas mais dolorosas, é quando a matriarca, cega pela crença de que Sylvia espalhou boatos sobre as suas filhas e que a garota manteve relações com vários meninos, ela manda que Sylvia penetre uma garrafa de vidro de coca cola no canal vaginal da garota.

Além de ser presa, mal alimentada, espancada, queimada com cigarro e marcada na pele, com uma agulha quente as seguintes palavras:” sou uma puta e me orgulho disso.”, ela sofre isso de seus “iguais”, crianças da vizinhança que brincavam com ela. Tudo isso, ao som das bandas dos anos sessenta mais amáveis, em nenhum momento eu percebi alguma música mais agressiva, parece que a trilha sonora tenta manter a aparência da pacata e moral vizinhança americana.


Ela colheu as irmãs Likens, e por desvio moral, instabilidade psicológica ou simples crueldade, ela agrediu e estimulou que seus filhos e algumas crianças da vizinhança agredissem verbalmente, psicologicamente e fisicamente Sylvia Linkens de dezesseis anos durante dois, dos quatro meses que elas ficaram instaladas na velha casa de estilo vitoriano.

Quando questionados o por quê as crianças agrediram Sylvia, todas elas respondiam “não sei”. A ignorância ausenta a culpa? A idade ausenta a culpa? A instabilidade, a pressão, o estresse, a insanidade ausentam a culpa? E a crueldade?

É sobre isso que o filme “Um Crime Americano” fala, além de contar a história com os depoimentos copiados a risca do tribunal, o filme retrata a vida, ou melhor, a destruição da vida e da dignidade das irmãs. O final do filme, trás o destino de alguns dos personagens, a pena cumprida, o que fizeram de sua vida depois da cadeia. A dúvida que fica quando o filme acaba é: todos recebem o que merecem?

Links para download .rar:
Parte1
Parte2
Parte3
Parte4

Link para download por Torrent

Legenda

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Lights


Esqueça esse novo pop com cara de eletrônico que circula por aí com Lady Gaga, Britney Spears e Cia, lembre-se de um pop com sintetizadores mais suaves, como se fossem algumas músicas do Owl City, coloque um pouco de dubstep em algumas músicas e teremos: Lights.

Essa linda canadense de vinte e cinco anos de idade se chama Valerie Poxleitner e começou a sua caminhada na música com uma guitarra, aos onze anos de idade, Lights aprendeu alguns acordes e começou a compor algumas músicas.

Seu primeiro álbum, The Listening que foi lançado em 2009 é muito mais suave, com tons de synthpop e new wave. Siberia saiu em 2011 e mostra uma evolução sonora formidável para essa jovem cantora. Lights conseguiu unir nesse trabalho muitas sonoridades diferentes, como o dubstep e vários outros elementos eletrônicos.

E é tudo isso que Valerie tem para nos mostrar. O que nos resta, é aguardar os próximos lançamentos e turnês. Esperamos que ela continue com essa formidável evolução sonora.

        

The Listening (2009)
Siberia (2011)
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